
De acordo com informações da Polícia Civil, a quadrilha cometia assassinatos por motivos diversos, que vão desde brigas pessoais até possíveis disputas econômicas e políticas. Porém, nos últimos anos, também foram executados pistoleiros que pertenciam ao próprio grupo, com o objetivo de “queima de arquivo”.
Um caso emblemático foi a morte do homem identificado como Joaquim Gomes, que ocorreu no dia 29 de fevereiro de 2000. Joaquim, apontado como ex-pistoleiro do bando, teria sido morto em Petrópolis por quatro homens, entre eles o Aureliano Rodrigues da Silva, irmão do presidente da Câmara de Assu. Uma testemunha reconheceu o irmão do parlamentar como um dos autores do crime.
Outro fato que reforçou a tese de que o próprio grupo eliminava pistoleiros foi a execução de dois pistoleiros neste ano. A dupla teria sido contratada para matar um deputado estadual que tem atuação não região e que cobrava da Polícia Civil uma investigação apurada sobre o homicídio de uma pessoa identificada como Oni Galdino, que ocorreu há pouco mais de um ano. Como os dois pistoleiros não conseguiram executar o “serviço”, foram mortos pelo próprio bando.
“Eles foram contratados para matar o deputado e, depois que não cumpriram, perderam a vida”, explicou Odilon Teodósio.
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